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Ontem foi dia de ir ao cinema e procurar um bom filme para ver. Era esta a minha vontade e o meu namorado concordou...por isso decidimos ir ver o filme "A rapariga Dinamarquesa".

Ele prefere outro tipo de filmes, mas eu gosto particularmente daqueles que "mexem" cá dentro. Este foi um desses.
Estava curiosa por ver a actuação de Eddie Redmayne, vencedor do Óscar de "Melhor Actor" com o filme "The Theory of Everything", onde interpretou o papel de Stephen Hawking. E que interpretação!
Este é daqueles actores que me deixa estupfacta pela sua capacidade de representação. Um prodígio, sem sombra de dúvidas.
O filme passa-se na década de 1920, onde é relatada a vida de um apaixonado casal de pintores Dinamarqueses - Gerda Wegener (Alicia Vikander) e Einar Wegener (Eddie Redmayne). Tudo o que parecia ser uma vida normal entre um casal, começou a tranformar-se quando Einar Wegener começa a revelar um outro lado dentro de sí. O interesse crescente pela roupa interior da sua esposa começou a despoletar uma brincadeira entre o casal.
Foi assim que nasceu Lili Elbe. Inicialmente uma personagem criada apenas para servir de modelo para as famosas pinturas de Gerda Wegener e para breves brincadeiras entre o casal. Mas através desta personagem, Einar começou a descobrir que a "Lili" que existia dentro de sí começou a despertar.


Uma Lili que afinal sempre existiu...mas que estivera "adormecida" por vários anos.
Apartir deste momento, desenrola-se toda uma trama de emoções fortes. A Lili estava pronta para nascer numa conservadora sociedade da década de 20.

Todo o preconceito da sociedade, as alegadas doenças psicologicas defendidas pelos médicos, o sofrimento da esposa que acompanha todo o processo de transformação até à operação de mudança de sexo, uma intervenção cirúrgica nunca antes realizada, são cenas que carregadas de emoção.


A primeira imagem são Einar e Gerda Wegener; a segunda são Einar e a sua transformação para Lili.
Quando saí do cinema, dei por mim a limpar as lágrimas do meu rosto, porque de facto o filme está muito bem feito e as interpretações dos actores foram fantásticas. Acima de tudo, é um filme para refletirmos sobre a vida e sobre o modo como muitas vezes julgamos os outros por serem "diferentes". Muitas das vezes não fazemos ideia do sofrimento pelo qual a pessoa está a passar.
A "diferença" existe e devemos saber lidar com ela. O respeito pelo ser humano deve estar acima de tudo!